26 de março de 2012

Finos flocos de neve

"Boku wa kimi no subete nado shitte wa inai darou
Talvez eu não conheça tudo de você
Soredemo ichi oku nin kara kimi wo mitsuketa yo
Mas descobri você entre cem milhões de pessoas
Konkyo wa naikedo honki de omotterunda
É o que eu acredito, mesmo sem fundamentos..."
 
 
 
A vida é efêmera, tal qual os sentimentos. Esses, por vez, nos entorpecem, inebriam... É o cérebro pregando-nos uma peça. Eu só queria me apreender, me compreender, e quiçá me entender. Mas não sou nada senão uma indagação de mim, uma parcela concreta do abstrato que me habita.
 
Queria saber como isso começou, e o modo como venho me perdendo em você desde então. Queria o dia, a hora, os minutos. Queria o motivo, a causa, o porquê. Queria saber quais correlações as minhas sinapses fizeram, para que meu cérebro dissesse "ame-o". Eu só queria... Me inundar de você, do seu eu, do seu cheiro, do seu jeito.
 
É simples eu saber que te amo, mas me fazer aceitar é outra história. A linguagem não me permite expressar, sequer a fala, o toque, o beijo. Nada transmite a minha alegria interna, o meu desejo de que dure, que seja único, exímio, meu. Poderia morrer agora, me afogar em mim, em você, no mundo. E nada importaria, pois eu estaria completa. Uma única vez verdadeiramente completa, viva. 
 
Viva.
 

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