26 de março de 2012

Finos flocos de neve

"Boku wa kimi no subete nado shitte wa inai darou
Talvez eu não conheça tudo de você
Soredemo ichi oku nin kara kimi wo mitsuketa yo
Mas descobri você entre cem milhões de pessoas
Konkyo wa naikedo honki de omotterunda
É o que eu acredito, mesmo sem fundamentos..."
 
 
 
A vida é efêmera, tal qual os sentimentos. Esses, por vez, nos entorpecem, inebriam... É o cérebro pregando-nos uma peça. Eu só queria me apreender, me compreender, e quiçá me entender. Mas não sou nada senão uma indagação de mim, uma parcela concreta do abstrato que me habita.
 
Queria saber como isso começou, e o modo como venho me perdendo em você desde então. Queria o dia, a hora, os minutos. Queria o motivo, a causa, o porquê. Queria saber quais correlações as minhas sinapses fizeram, para que meu cérebro dissesse "ame-o". Eu só queria... Me inundar de você, do seu eu, do seu cheiro, do seu jeito.
 
É simples eu saber que te amo, mas me fazer aceitar é outra história. A linguagem não me permite expressar, sequer a fala, o toque, o beijo. Nada transmite a minha alegria interna, o meu desejo de que dure, que seja único, exímio, meu. Poderia morrer agora, me afogar em mim, em você, no mundo. E nada importaria, pois eu estaria completa. Uma única vez verdadeiramente completa, viva. 
 
Viva.
 

21 de março de 2012

To end this chapter

I feel nothing and every single thing, I'm actually numb. By life, actions, thoughts, love.


What the hell is love?

24 de fevereiro de 2012

"I'd rather sold myself, be part of the dream

Pissing away life. I'm just getting older
A public puppet is what I am."


Sendo hipócrita todo o tempo, idiota nas horas vagas... Por que diabos a sociedade escrota em que ela vive não permite ver os absurdos que fala e acredita? Ah se ela soubesse!

2 de fevereiro de 2012

Direita/Esquerda

"A terminologia usual da linguagem política é estúpida. O que é esquerda e o que é direita? Reações contra políticas pouco inteligentes não devem ser condenadas. E progresso em direção ao caos não deve ser elogiado."


 Intervencionismo, uma Análise Econômica (1940), Ludwig von Mises.




Fevereiro, 2012. Mas parece que estou na Alemanha do Führer ou na "Geração '68". Já parou para pensar imparcialmente, sem pender para nenhum dos lados, como o discurso e comportamento esquerdista têm se mostrado tão intolerante quanto o nacional-socialismo de Hitler? Não, certamente não. E mais, ainda dirão que estou louca.

Nas últimas décadas - especialmente o segundo mandato de "Lula" e o primeiro de Dilma Rousseff - vêm permeados de contradições  de políticas auxiliadoras/assistenciais ditas como "provisórias" na ocasião, mas que hoje nutrem as classes menos favorecidas e não lhe dão perspectivas de mudança como prometido. Incompetência à parte, serão os esquerdistas hipócritas o suficiente para negar que são financiados por empresários e por pessoas e entidades taxadas como de direita? Sim. Quem está no poder deve manter à aparência, afinal um governo não é legítimo se não houver protocolo e manipulação da informação.

Nos últimos mandatos petistas, não vou negar, houveram progressos. Mas de forma alguma pode-se dizer que foi um governo limpo. Basta acompanhar o noticiário sensacionalista e os debates para ver as parcerias outrora renegadas e, posteriormente, assumidas como convenientes. Talvez, no mundo deles, isso seja admissível e comum. Quem sabe.

Meu intuito não é julgar a competência das partes, mas entender o por que dividi-las. É inacreditável como um termo tão banal como direita/esquerda consegue separar pessoas e "mundos". O Estado deveria tratar a população de forma una e indivisível ao invés de hierarquizar por meio de classes e ideologias. Isso deveria ser algo ultrajante, do mesmo modo que o antissemitismo, a xenofobia e o racismo. No entanto, parece ser mais fácil estigmatizar o Nazismo e demonizar Hitler do que abrir os olhos e enxergar os problemas advindos dessa separação social.

Quero dizer que nós, cidadãos, não precisamos ser partidários ou apartidários, políticos ou apolíticos. Antes de se filiar ou apoiar qualquer causa deve-se conhecê-la. E desse modo ver-se-á que a direita e a esquerda se complementam e são inerentes uma à outra. Não há razão em dividir o que não se deve dividir. E tão pouco rechaçar àquele que não compartilha a tua opinião.

A ata da vez não é a mesma dos jovens de '68, o contexto mudou e agora não é necessário a implementação da democracia, mas a efetivação da mesma. Não faz parte do conceito "democracia" ser egoísta e unilateral e tudo o que o Brasil não precisa neste momento é de pseudo-vermelhos lutando por utopias comunistas, apoiadas em discursos já proferidos e com validade vencida. Esse comportamento separatista e populista deve ser banido, a fim de uma política igualitária à todos. E ser menos favorecido não é uma desculpa para colocar corruptos no poder e maldizer o outro lado.

17 de janeiro de 2012

"I die a little every day

I die a little anyway
For the memories, for hell inside of me..."


 
Ele estava lá, e seus três amigos também. Como no Cassino Royale, a roleta girava, e tudo o que se podia ouvir era o som das casas sendo percorridas, preto, vermelho, preto, vermelho... Eu precisava de um 17 e isso era tudo. Mas ele acertou, e eu não podia deixar isso passar. Dezessete, aproveite meu amigo, este será seu último número.

Fileira 24F, essa era a referência. Desativo o alerme, abro a porta e ele surge três carros depois do meu, cambaleante, com aquele sorriso convidativo, provavelmente pensando em como gastar aqueles dezesseis mil. Seu último pensamento.